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“perco os seus sinais, minha agonia, haste sem bandeira fixada numa lua branca e solitária, navio cargueiro derrubando a seco, coração no oco da palavra.” (p. 93)

“e se perdi o meu pequeno planeta no bolso de uma calça que mandei lavar foi por causa desse apego a detalhes

velhos poentes enormes” (p. 96)

“porque um ó miúdo apareceu nessa hora, que é que fica, onde foi que te perdi minha asma-nome, câmara clara, como foste escapulir de mim, dia fatal sempre o seguinte, e ainda o outro, a sucessão mecânica” (p. 98)

 

RAMOS, N. Ó. São Paulo: Iluminuras, 2008.

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