(“Duas mulheres idênticas, maiores que o normal, muito brancas e de cabelos extremamente claros, quase albinas. De frente para a outra, olhando-se profundamente nos olhos, seguravam-se firmemente pelos cotovelos, como se a mão de uma estivesse colada nos ossos da outra. Flutuavam como se estivessem deitadas sobre uma superfície invisível. Suas pernas eram um prolongamento infinito, que visivelmente é finito, mas quem vê sabe não ter limites. Seus pés eram disformes (sabia, inconscientemente, que seus pés não estavam ali). Estavam lutando até a morte sem nenhum motivo.”)
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Um Comentário
Dá vontade de pintar um quadro